quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Ela acaba de acordar. Olha no relógio e pensa absurdos. Tudo isso pra quê?
Mais um dia de roda viva, roda moinho, roda peão, o tempo está rodando num instante...nas voltas do seu coração. Em muitos instantes. Aliás, é só o que há: instantes.
Na nossa desesperada tentativa de lembrança, inventamos a história, o tempo, mas só há instantes.
Mas teimamos em querer ver sentido nas coisas, criar uma lógica, uma ridícula linha do tempo pra tentarmos ver sentido. Somos risíveis...
"Vamos celebrar instantes!" Ela decide em harmonia com o travesseiro.

Instantes de beleza em meio ao caos da vida. Instantes que merecem, de acordo com nosso próprio conceito e juízo, serem vividos, relembrados, escritos, lidos, descobertos.

Já reparou na beleza da tulipa? É tão delicada e forte ao mesmo tempo. Não precisa de espinhos para se proteger. É soberana, decidida, não fica cai-num-cai como a romântica da rosa. Ela sempre quis um quadro com tulipas rosas em seu quarto, em cima da cabeceira da cama. Tulipas perto da cabeça, entrando ou saindo, tanto faz.

Celebrar instantes de tulipa... ri de sua ideia. Se não há sentido na vida, que haja beleza!!!

Um comentário:

  1. Olá, Helô!
    Muito lindo seu blog. E seu primeiro post já foi muito lindo. Adorei! Não abandona não, hehe. É tão bom poder ler coisas novas.

    Fica com Ele.
    Beijos Marcella

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